Ventures ou (Ad)ventures: nos Investimentos em Tecnologia?


Dizem que: “a melhor tecnologia é aquela que ajuda você a resolver os problemas que você não tinha antes de implementá-la”, mas será?

A decisão sobre o investimento em tecnologia é algo que preocupa e motiva milhares de executivos. Enquanto buscam uma maior produtividade em processos, deparam-se com a dúvida cruel sobre o montante investido, retorno e tempo de implantação. No caso de investidores externos, a preocupação traz a reboque a gestão financeira para geração de valor e estratégia do negócio.

As ideias, inovações, invenções e melhores oportunidades de negócios agora brotam de um conceito ensinado nas escolas de marketing desde sua criação: A SATISFAÇÃO DO CLIENTE! 

Mas quem é este CLIENTE? Ferramentas de Marketing Contextual, Soluções de CRM’s tentam desenhar seu perfil. Estão se aproximando tanto deste perfil, que muitas vezes nem o cliente sabe que precisa daquela funcionalidade, mas a recebe como um diferencial. Steve Jobs já profetizava este cenário nos primórdios da criação da APPLE… sem a abundância de dados que a tecnologia nos proporciona nos tempos atuais. Seria uma visão ou teimosia de alguém que não se conformava com as limitações, apimentado com o espírito competitivo com extrema busca de perfeição e diferenciação?

Estas reflexões nos trazem de volta ao título deste texto: INVESTIR EM TECNOLOGIA É UM RISCO OU UMA OPORTUNIDADE?

Embora não haja uma resposta precisa para esta pergunta e as variáveis de timing e valor do investimento sejam as premissas para a análise, arrisco-me a dizer que vale a pena investir! Instituições financeiras já se renderam a isto há muito tempo e hoje buscam as startups como oxigenação para suas estruturas. Clientes demandam novas soluções a cada minuto e as empresas precisam estar prontas on line, real time, 24×7, sem falhas e com total integridade da informação. Na área da saúde e educação, é cada vez mais evidente a necessidade de investimento em tecnologia na revisão de seus processos. O retorno sobre investimento para fornecedores de soluções é praticamente certo.

O investimento é uma arma poderosa para transformar as ideias em planos de ação e os planos em realidade. As dificuldades que aparecem fazem parte do processo e devemos tê-las como desafios a serem transpostos, com a perseverança indispensável a qualquer empreendedor.

Hoje é possível implantar novas idéias em cinco dias com uma metodologia simples (método SPRINT): MAPEIE, FAÇA ESBOÇOS, DECIDA, MONTE O PROTÓTIPO e FAÇA O TESTE. A tecnologia é essencial, mas não está sozinha. Especialistas são necessários e manutenção de foco complementam os ingredientes para o sucesso.

Em resumo, investir em tecnologia traz resultado praticamente garantido (VENTURE). Torna-se um risco (ADVENTURE), quando o investidor coloca seu dinheiro apenas na ideia, sem sustentação estratégica, sem plano de retorno financeiro, sem estar cercado de uma boa equipe de especialistas e principalmente sem estar disposto a aprender a cada passo do processo.

Compartilhar:

WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Facebook
  • One thought on “Ventures ou (Ad)ventures: nos Investimentos em Tecnologia?

Deixe um comentário

Mais artigos

OPEN FINANCE – O PODER DA INCLUSÃO A UM CLICK

O desenvolvimento do nosso ecossistema financeiro vem sendo muito elogiado no mundo inteiro. Para se ter uma ideia da importância dessa agenda, o PIX tem mais de 141 milhões de pessoas com suas chaves e 12,7 milhões de empresas que usam o sistema de pagamento diariamente. O volume transacionado foi de mais de R$ 3,8 bilhões, tornando-o principal meio de pagamento utilizado pelos clientes.

ESTAMOS A CAMINHO DA ERA DA CRIPTOECONOMIA?

Que a tecnologia impactou o mercado financeiro, não é novidade. Desde 1990, com o surgimento e rápido crescimento da internet, o mercado financeiro passou por grandes mudanças, desde o surgimento de novos produtos, até novas formas de se relacionar com o cliente e novos modelos de negócios.

PRIVACY BY DESIGN NAS STARTUPS

O conceito de “privacidade desde a concepção” tornou-se mais proeminente nos últimos anos, à medida que o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) aumentou as preocupações das empresas sobre questões de privacidade nos seus processos, especialmente em relação à oferta de produtos e serviços ao mercado. A metodologia visa incorporar a privacidade em práticas, tecnologias e sistemas, e ainda serve como diretriz para a criação de novos produtos e serviços.

Idioma »