“Indústria de fundos alcança R$ 6 trilhões de patrimônio líquido”. Essa notícia, de janeiro de 2021, refere-se a qual superpotência econômico financeira? Os R$ 6 trilhões são dos fundos brasileiros, de acordo com a ANBIMA, e colocaram nosso país no 11º lugar no ranking IIFA que classifica as maiores indústrias de fundos do mundo.
Detalhamento da distribuição de investimentos no Brasil, em abril de 2021
| Renda Fixa | 2,3 tri | Ações | 652 bi |
| Multimercados | 1,5 tri | Cambial | 6,8 bi |
| Previdência | 1 tri | ETF | 35 mi |
| FDIC | 226 bi | FIP | 393 bi |
| FII | 174 bi |
Pessoas físicas na B3
Ao final de 2021, 3.561.296 pessoas físicas estavam investindo a soma, fabulosa, de R$ 482 bilhões em ações na B3. Nos três primeiros meses de 2021, destes 3,5 milhões de investidores, 331,9 mil eram de novos ingressantes. Apenas para efeito de comparação, a marca de 1 milhão de investidores foi atingida no ano de 2019. Acompanhe o ingresso das pessoas físicas na B3
O que os números dizem?
A análise fria dos números revela um grande mercado investidor, diversificado, acessível às pessoas físicas e com maturidade para assumir riscos. Dentre estes recursos merece destaque os R$ 226 bilhões relativos aos FIDCS e o que eles representam.
O papel dos FIDCs e sua relevância
Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), muito utilizados pelas fintechs, são um instrumento essencial para a ampliação do crédito para pequenas e médias empresas e aumentaram o apetite dos investidores brasileiros ao risco em troca de melhores taxas de retorno. Investir em crédito deixou de ser uma área restrita aos bancos e está ao alcance das pessoas comuns que perderam o medo do risco de crédito brasileiro, em meio à maior crise epidemiológica do século! Ao olhar para o seu próprio negócio, você diria que ele é mais arriscado que o risco de crédito brasileiro?!
Você pode argumentar que já existem R$ 393 bilhões alocados em empresas por meio dos FIPs, mas lembre-se que esses valores estão majoritariamente aplicados em grandes investimentos e os primeiros fundos focados em Venture Capital começaram a ser estruturados agora.
Mas afinal, por que os investidores confiam na indústria de fundos?
A resposta é simples, segurança, diversificação, baixo tíquete e gestão profissional. E, aqui, surge a minha provocação para os empreendedores que precisam de investimento ou deveriam buscar investidores para potencializar a performance de seus negócios e propósitos. Não há dúvida, existem milhões de investidores no Brasil com trilhões de reais em busca de oportunidades de diversos perfis.
Ao longo dos meus 30 anos de vida profissional, tive a grata oportunidade de trabalhar em diversos tipos de negócio, participar de projetos de investimento e desinvestimento e conhecer muitos empreendedores. A característica comum aos negócios que tiveram sucesso? Visão de mercado, iniciativa, organização e time to market.
O convite que faço a você empreendedor é: não diga que faltam investidores no Brasil ou apetite ao risco! Vale refletir sobre o que você tem feito para disseminar o seu negócio e o seu propósito. Quais são os seus KPIs de prospecção de investimento e quais os resultados nos últimos 6 meses? Os investidores estão aí, o seu negócio também está?




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