Aceleração Digital: Fintechs e a queda na concentração bancária


O índice de concentração bancária vem caindo timidamente nos últimos anos, no Brasil. Com pouco mais de 80% de serviços bancários concentrado nos 5 maiores Bancos (Itáu, Bradesco, BB, Caixa, e Santander), perdendo apenas para Holanda com 89%, segundo dados do Bacen. Estados Unidos, China, Índia entre outros estão na faixa de 40% a representatividade dos 5 maiores, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O que chama atenção é o crescimento do sistema financeiro nacional em meio a pandemia, aqui vamos discorrer com dados de crédito livre, que no ano de 2020 cresceu 15%, e este ano projeta algo em torno de 12% com base no primeiro quadrimestre de 2021. Ou seja, o crédito está sendo uma alavanca na nossa economia, mesmo com cenário de desemprego crescente, hoje por volta de 14 milhões de pessoas, segundo último dado da PNAD Continua.

Quando analisamos apenas o segmento de Crédito, temos uma mudança mais significativa de 2018 para 2020 com uma queda de 3 pontos percentuais, de 71% para 68% a participação dos 5 maiores bancos, segundo o Banco central. Isto está ligado com a queda da fatia dos bancos públicos, Caixa e BB dentre os 5, e BNDES em uma análise mais abrangente.

Dentro deste cenário, não temos como citar a transformação digital do segmento com o surgimento das Fintechs. Os bancos tradicionais tem ficado cada vez mais atentos a estes movimentos, uma vez que estas empresas nascem com um propósito de resolver as “dores” do segmento, como atendimento, experiência do usuário e taxas de juros.

Como exemplo das oportunidades, observadas pelas empresas de tecnologia financeira, hoje, temos menos de 2% dos recursos livres de pessoa física alocados em cheque especial, e pouco mais de 3% de cartão de crédito rotativo “regular e não regular” com juros elevados em função do risco destas operações.

O que acontece é que muitos destes negócios podem ser substituídos com operações de taxas menores, porém com garantia, como crédito pessoal consignado em folha, home equity (imobiliária), e com veículos.

Este nicho tem sido considerado com bastante vigor, pois falamos de um saldo de 60 bilhões com potencial de substituição de dívida com juros altos, por transações com juros bem mais modestos, ou seja, existe um propósito na abordagem de trocas destas linhas, com alivio no fluxo de caixa e disseminação de educação financeira.

Outro segmento, que tem passado por uma transformação robusta, é o de antecipação de recebíveis e capital de giro para MPE´s (micro e pequenas empresas). Com movimentação relevante não só em bancos e financeiras, como nos FIDC´s (fundo de investimento em direitos creditórios), com mais de 20 Bilhões de patrimônio líquido nos fundos multicedente e multisacados.

Temos observado também um movimento importante de fusões e aquisições destas fintechs com o segmento do varejo. De modo que as redes sejam lojas físicas ou e-commerce consigam atender o seu cliente em todo seu processo de compra, deixando de terceirizar a operação financeira seja ela B2C ou B2B, cuidando de todo ecossistema dentro da sua plataforma.

Por fim, entendemos que toda esta aceleração do digital, alavancada pela pandemia, criou mais oportunidade para desconcentração bancária no Brasil.

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