8 FORMATOS DE INVESTIMENTO E SUAS VANTAGENS

Ao falar em finanças, rendimentos, vantagens financeiras, etc, muitos já pensam automaticamente nos grandes bancos e nas poupanças. E para aqueles que já conhecem um pouco do mercado de investimento, ao ler “poupança” já sentiram o coração apertar.

 

Isso porque antigamente as poupanças eram um bom negócio e não haviam muitas outras opções, mas isso mudou completamente com o passar do tempo.

 

Mesmo que a poupança apresente um valor ao fim de todo mês, o valor que rende é muito baixo comparado as outras opções.

 

Ou seja, ele apresenta uma falsa impressão de que seu dinheiro está rendendo, mas a verdade é que o valor do real é menor que a inflação então seu dinheiro terá menos valor quando for resgatado em comparação com o momento atual.

 

Como assim? É simples, quando você guarda o total de R$ 50,00 hoje ele representa um valor, mas com a inflação daqui alguns meses ou anos, esse mesmo total sofre com a inflação e tem uma queda, não representando o mesmo valor. Por isso deve-se investir da forma certa, para que as variações da inflação e dos juros te tragam benefícios.

 

Mas então você deve estar se perguntando, o que fazer nesse caso e como começar, não é mesmo?

 

 

Os primeiros passos para fazer um bom investimento

 

Existem algumas dicas padrão que sempre são feitas quando alguém começa a buscar por investimento, como: defina um objetivo, o prazo para conquistá-lo, o valor que irá reservar para isso e por fim, saiba seu perfil investidor e escolha o melhor formato para você.

 

Mesmo que sejam dicas clichês, todas elas são muito importante e válidas, pois para começar você realmente terá que refletir e definir todas essas questões.

 

O problema é que quanto mais se pensa sobre esses pontos, parece que mais distante se fica do objetivo, mas isso acontece devido a imagem complexa e o estereótipo de “só quem tem uma alta quantia pode investir”, o que também é um conceito antiquado.

 

A verdade é que existem diversos modelos para investimento, que permitem iniciar desde valores realmente altos, até valor baixos.

 

Vamos falar um pouco mais sobre os principais.

 

 

Quais são as opções de investimento?

 

A principal dificuldade de um novo investidor, é saber qual modelo é melhor para ele. Afinal, não existe um caminho exato quando o assunto é investimento, tudo varia de acordo com seus planos, sua renda e seu perfil.

 

Então você precisa conhecer suas opções para saber qual melhor se enquadra para o que deseja.

 

 

Certificado de Depósito Bancário

 

A sigla CDB é uma das mais conhecidas no mercado de investimento, por ser tão seguro quanto o formato de poupança, mas apresentar rendimentos mais altos e vantajosos. Então é perfeito para quem é mais conservador e deseja investir de forma confortável.

 

Inclusive, as aplicações feitas nesse formato é assegurada pelo Fundo Garantidor de Créditos, ou FGC como é conhecido. Onde é permitido por CPF ou CNPJ investir até R$ 250 mil e contando por conjunto de depósitos e conglomerados financeiros até R$ 1 milhão, no período de 4 anos.

 

Funciona da seguinte forma: imagina que alguém faça um empréstimo para uma instituição financeira, quando for feita a devolução, virá junto com o juros acordado.

 

Além disso, você pode optar pelo pré-fixado (taxa fixa, considerando o momento de contratação); pós-fixado (de acordo com a porcentagem do indicador acordado) e o híbrido (uma mescla de ambos).

 

Mesmo que não seja a ideal para investimento a curto prazo, é uma opção flexível que permite de curto a longo prazo.

 

 

Tesouro Direto

 

O Tesouro Nacional, responsável por administrar os recursos financeiros público, criou em 2002 o programa Tesouro Direto, o termo tem sido muito comentado e é muito simples.

 

Basicamente, o investidor empresta dinheiro ao Governo Federal para realização de projetos e o valor é devolvido com os devidos juros. E podem variar entre: prefixado (pré definido o que vai receber) e o pós fixado (tem a taxa pré definida mais uma variação de um indexador).

 

Esse é um formato com muita flexibilidade, para investimentos de curto a longo prazo e podendo iniciar com valores a partir de R$ 30,00. Além disso, oferece um menor risco por se tratar de um empréstimo para o Governo Federal.

 

Em contrapartida, o formato possui algumas taxas e impostos, como: taxa de custódia, de corretagem, IOF e imposto de renda. Com exceção do caso do Tesouro Selic, que possui retorno constante.

 

 

Fundos Imobiliários

 

Esse modelo possui alguns investidores com mesmo objetivo de aplicar no mercado imobiliário, assim, passam a adquirir pequenos pedaços do investimento – nomeado cotas.

 

De forma prática, o investidor passa a ser um sócio do imóvel, ou seja, tem participação nos lucros do aluguel e valorização do terreno.

 

Como é um negócio feito com mais de uma pessoa, possui um gestor que trata de todas as questões burocráticas, o que diminui os riscos.

 

Lembrando que, claro, como se trata dos seus investimentos é preciso tomar cuidado ao escolher o gestor, pois além do riscos de mercado, ele será o principal responsável pelo seu rendimento.

 

 

Fundos Multimercados

 

Para quem não tem problema em se arriscar um pouco mais quando o assunto é investimento, essa é para você.

 

O formato permite escolher as diferentes alternativas que o mercado financeiro possui, investindo seus recursos em todas que achar válido e desejar.

 

Aqui, você pode usar de diferentes estratégias e com liberdade de brincar com todas as cartas que tem.

 

Nesse caso, é sempre bom contar com um orientador para direcionar para as melhores opções, pois ao se tratar de mais de um modelo de investimento, você também se depara com mais de um risco e possíveis tarifas.

 

Então mesmo que possa se aventurar pelos diversos formatos, lembre-se de ter atenção e estudar suas escolhas.

 

 

Letras de Crédito

 

Dois formatos bem parecidos que se variam devido ao segmento investido: Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

 

Estes financiam os setores que estão inseridos, com intuito de beneficiar o investidor a longo prazo, com garantia FCG.

 

Nesse caso, não é recomendado para investimento de curto prazo pois pode gerar perda de rentabilidade ao ser resgatado antes do prazo estipulado.

 

 

Ações

 

Esse também é um modelo muito conhecido, onde as ações são uma capital social em que quando alguém faz um investimento se torna sócio do negócio e automaticamente, ganha participação nos lucros – e nas tomadas de decisão.

 

São divididos em dois principais grupos: as ações preferenciais e ordinárias, sua principal diferença é que as ordinárias possuem direito a voto enquanto as preferenciais não, mas possuem maior facilidade na devolutiva do investimento em caso de falência.

 

Nesse caso, não há muita previsão de rendimento, pois varia de acordo com o mercado investido e as posições políticas e econômicas do momento, mas assim como pode sofrer quedas, pode haver grande rendimento e possibilidade de renda fixa.

 

 

Previdência Privada

 

Todos já ouviram em algum momento sobre esse formato, é muito conhecido como uma renda extra de aposentadoria e está, geralmente, ligada ao bem-estar da terceira idade.

 

Mas não está ligada ao INSS e nem as mudanças da Reforma da Previdência, por isso passa mais segurança aos investidores. Inclusive, tem sido muito usada para investimento de longo prazo para os mais variados fins, não somente para aposentadoria.

 

Isso por apresentar algumas vantagens, como: portabilidade de planos, de fundos e de seguradora sem necessariamente precisar resgatar o valor ou pagar impostos para reaplicação.

 

Mas como todo investimento, é preciso atenção, pois esse formato não possui cobertura FGC e também não costuma ser vantajoso em casos de curto prazo.

 

 

Startups

 

As startups surgem com o objetivo de oferecer soluções inovadoras ao mercado, porém, para conseguir oferecer o produto ou serviço com base tecnológica, é necessário levantar capital. É aí que entram os investidores. Ao acreditarem no projeto, os investidores injetam dinheiro para contribuir com o crescimento da empresa.

Porém, é preciso ter em mente que se trata de um investimento de alto risco, visto que a startup pode não ter o sucesso que se espera dela.

 

Existem diversos tipos de investimentos em startups:

 

Investidor-anjo: aplicação realizada por uma pessoa física ou jurídica em startups em fase inicial e apresentam bom potencial de crescimento.
Investidor semente: semelhante ao investidor-anjo, porém costuma provir de um grupo de investidores, diminuindo o risco individual e aumentando o aporte disponível para investir.

Aceleradoras: instituições que realizam rodadas de investimentos e mentorias para impulsionar empresas que já estão em crescimento.

Incubadoras: são instituições que auxiliam startups que estão dando o primeiro passo, com investimentos, mentorias, espaço físico, planos de negócios, etc.

Venture Capital: investimento realizado em startups de médio porte que já atuam no mercado e ainda não atingiram resultados, a fim de aperfeiçoar serviços ou produtos para alcançar os objetivos de negócio.

Equity Crowdfunding: são fundos de investimento coletivos para realizar a captação de forma mais rápida.

 

 

Então, qual seu plano?!

 

Como visto em todos os exemplos acima, as opções para investimento são as mais diversas, com certeza você consegue encontrar o melhor formato para o seu perfil.

 

>> Este artigo foi originalmente publicado por Plano confira aqui.

 

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